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O teu portfólio no Google: como te encontra quem ainda não te conhece

Quem já te conhece escreve o teu nome e chega lá. Quem ainda não te conhece escreve o que precisa — «aulas de canto em Leiria», «fotógrafa de casamentos Coimbra», «cerâmica feita à mão» — e só te encontra se o Google perceber que és resposta a isso.

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Em resumo

  • Há duas pesquisas: pelo teu nome, de quem já ouviu falar de ti, e pelo que fazes e onde, de quem ainda não te conhece. É a segunda que traz gente nova.
  • O Google lê palavras, não vê fotografias. Um portfólio só de imagens é quase invisível: cada trabalho precisa de umas linhas a dizer o que é, para quem e onde.
  • Se recebes pessoas ao vivo (aulas, sessões, ateliê), o Perfil de Empresa no Google é de graça e é muitas vezes o primeiro resultado que aparece.
  • Ajuda que outros sítios falem de ti e apontem para o teu site: a galeria, a escola, o jornal local, a associação.
  • Leva semanas a meses, e ninguém honesto te garante o primeiro lugar.

As duas pesquisas

A primeira é pelo teu nome. Vem de quem te viu num concerto, recebeu uma recomendação ou guardou o teu cartão. Esta é fácil: se tens um site com o teu nome, aparece.

A segunda é pelo que fazes, quase sempre com um sítio: «professor de guitarra Pombal», «ilustradora para livros infantis», «retratos de família ao ar livre Aveiro». Quem a faz não sabe que existes. É esta que traz trabalho novo, e é para esta que vale a pena preparar o site.

O que o Google precisa de ler

O Google não olha para as tuas fotografias como uma pessoa olha. Lê o texto da página, o título, o nome dos ficheiros e a descrição que acompanha cada imagem. Uma galeria bonita sem uma palavra é, para ele, uma página vazia.

  • Diz o que fazes com as palavras que o cliente usa. «Explorações cromáticas» pode ser verdade, mas ninguém o procura; «pintura a óleo por encomenda» procura-se.
  • Diz onde. Se trabalhas numa zona, escreve-a no texto: a cidade, e as terras à volta onde também vais.
  • Dá a cada tipo de trabalho a sua página: casamentos numa, retratos noutra; aulas para crianças numa, para adultos noutra. Uma página que fala de tudo responde mal a cada pesquisa.
  • Junta a cada trabalho do portfólio duas ou três linhas: o que é, para quem foi, onde. É isso que o Google lê, e é também o que convence quem está a ver.
  • Descreve as imagens. Cada fotografia pode levar um texto curto que o Google lê e quem não vê bem ouve: «Retrato de família na praia de Buarcos», não «IMG_4021».

O Perfil de Empresa no Google

É a ficha que aparece no mapa e ao lado dos resultados, com horário, fotografias e avaliações. É de graça, e numa pesquisa com um sítio aparece muitas vezes antes de qualquer site.

  • Serve a quem encontra os clientes ao vivo: dás aulas, fazes sessões, recebes pessoas no ateliê, ou vais a casa delas.
  • Se trabalhas a partir de casa, podes esconder a morada e indicar só a zona onde trabalhas.
  • Se trabalhas só online, as regras do Google não te deixam ter uma ficha. Aí, o site faz o trabalho todo.
  • As avaliações contam: pede-as a quem ficou contente, logo a seguir ao trabalho, quando a vontade ainda está fresca.

O que acontece fora do teu site

O Google confia mais num site de que outros sítios falam. Não precisas de nada sofisticado: precisas de que os sítios onde o teu trabalho já aparece digam o teu nome e ponham o link.

  • A galeria, a loja ou a feira onde expões.
  • A escola, o conservatório ou a associação onde dás aulas ou tocas.
  • O jornal ou a rádio local que falou de ti — pede que juntem o link à notícia.
  • Os teus perfis nas redes, todos a apontar para o mesmo site, com o mesmo nome.

Quanto tempo demora

Um site novo leva semanas até o Google o mostrar, e meses até subir nas pesquisas onde há concorrência. Quanto mais específico for o que fazes e mais pequena a zona, mais depressa chegas à primeira página.

Para veres o que está a acontecer, o Google tem uma ferramenta gratuita, o Search Console: mostra as pesquisas em que o teu site apareceu, quantas vezes, e quantas pessoas clicaram. Não precisas de perceber de tecnologia para a ler — só de lá ir uma vez por mês.

Quando não precisas

  • O trabalho chega todo por recomendação, e chega o suficiente.
  • Uma galeria, editora ou agência representa-te e trata da divulgação.
  • Não queres clientes novos agora — e está tudo bem.

Perguntas frequentes

Se tenho Instagram, não chega para aparecer no Google?

Aparece quando te procuram pelo nome, e pouco mais. O Google lê mal o Instagram, e as legendas não estão organizadas por tipo de trabalho nem por zona. Para a pesquisa de quem ainda não te conhece, quase sempre ganha um site.

Tenho de escrever muito?

Não. Duas ou três linhas por trabalho, e um parágrafo por página a dizer o que fazes, para quem e onde. O que conta é usar as palavras que os clientes usam, não escrever muito.

Pagar anúncios no Google ajuda?

Os anúncios põem-te no topo enquanto pagas, e saem quando paras. Podem servir para testar ou para uma época forte. Não substituem um site que o Google percebe — e um anúncio que leva a uma página fraca é dinheiro perdido.

Quanto tempo até aparecer?

Pelo teu nome, em poucas semanas. Pelo que fazes e onde, de semanas a meses, conforme a concorrência. O Search Console mostra-te o progresso.

E se quiseres que seja eu a fazer

Ajudo empresas a decidir onde a IA vale mesmo a pena, construo equipas de agentes autónomos e o software à volta disso — aplicações à medida e sites.

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