Guias
O teu portfólio no Google: como te encontra quem ainda não te conhece
Quem já te conhece escreve o teu nome e chega lá. Quem ainda não te conhece escreve o que precisa — «aulas de canto em Leiria», «fotógrafa de casamentos Coimbra», «cerâmica feita à mão» — e só te encontra se o Google perceber que és resposta a isso.
7 min de leituraRevisto a
Em resumo
- Há duas pesquisas: pelo teu nome, de quem já ouviu falar de ti, e pelo que fazes e onde, de quem ainda não te conhece. É a segunda que traz gente nova.
- O Google lê palavras, não vê fotografias. Um portfólio só de imagens é quase invisível: cada trabalho precisa de umas linhas a dizer o que é, para quem e onde.
- Se recebes pessoas ao vivo (aulas, sessões, ateliê), o Perfil de Empresa no Google é de graça e é muitas vezes o primeiro resultado que aparece.
- Ajuda que outros sítios falem de ti e apontem para o teu site: a galeria, a escola, o jornal local, a associação.
- Leva semanas a meses, e ninguém honesto te garante o primeiro lugar.
As duas pesquisas
A primeira é pelo teu nome. Vem de quem te viu num concerto, recebeu uma recomendação ou guardou o teu cartão. Esta é fácil: se tens um site com o teu nome, aparece.
A segunda é pelo que fazes, quase sempre com um sítio: «professor de guitarra Pombal», «ilustradora para livros infantis», «retratos de família ao ar livre Aveiro». Quem a faz não sabe que existes. É esta que traz trabalho novo, e é para esta que vale a pena preparar o site.
O que o Google precisa de ler
O Google não olha para as tuas fotografias como uma pessoa olha. Lê o texto da página, o título, o nome dos ficheiros e a descrição que acompanha cada imagem. Uma galeria bonita sem uma palavra é, para ele, uma página vazia.
- Diz o que fazes com as palavras que o cliente usa. «Explorações cromáticas» pode ser verdade, mas ninguém o procura; «pintura a óleo por encomenda» procura-se.
- Diz onde. Se trabalhas numa zona, escreve-a no texto: a cidade, e as terras à volta onde também vais.
- Dá a cada tipo de trabalho a sua página: casamentos numa, retratos noutra; aulas para crianças numa, para adultos noutra. Uma página que fala de tudo responde mal a cada pesquisa.
- Junta a cada trabalho do portfólio duas ou três linhas: o que é, para quem foi, onde. É isso que o Google lê, e é também o que convence quem está a ver.
- Descreve as imagens. Cada fotografia pode levar um texto curto que o Google lê e quem não vê bem ouve: «Retrato de família na praia de Buarcos», não «IMG_4021».
O Perfil de Empresa no Google
É a ficha que aparece no mapa e ao lado dos resultados, com horário, fotografias e avaliações. É de graça, e numa pesquisa com um sítio aparece muitas vezes antes de qualquer site.
- Serve a quem encontra os clientes ao vivo: dás aulas, fazes sessões, recebes pessoas no ateliê, ou vais a casa delas.
- Se trabalhas a partir de casa, podes esconder a morada e indicar só a zona onde trabalhas.
- Se trabalhas só online, as regras do Google não te deixam ter uma ficha. Aí, o site faz o trabalho todo.
- As avaliações contam: pede-as a quem ficou contente, logo a seguir ao trabalho, quando a vontade ainda está fresca.
O que acontece fora do teu site
O Google confia mais num site de que outros sítios falam. Não precisas de nada sofisticado: precisas de que os sítios onde o teu trabalho já aparece digam o teu nome e ponham o link.
- A galeria, a loja ou a feira onde expões.
- A escola, o conservatório ou a associação onde dás aulas ou tocas.
- O jornal ou a rádio local que falou de ti — pede que juntem o link à notícia.
- Os teus perfis nas redes, todos a apontar para o mesmo site, com o mesmo nome.
Quanto tempo demora
Um site novo leva semanas até o Google o mostrar, e meses até subir nas pesquisas onde há concorrência. Quanto mais específico for o que fazes e mais pequena a zona, mais depressa chegas à primeira página.
Para veres o que está a acontecer, o Google tem uma ferramenta gratuita, o Search Console: mostra as pesquisas em que o teu site apareceu, quantas vezes, e quantas pessoas clicaram. Não precisas de perceber de tecnologia para a ler — só de lá ir uma vez por mês.
Quando não precisas
- O trabalho chega todo por recomendação, e chega o suficiente.
- Uma galeria, editora ou agência representa-te e trata da divulgação.
- Não queres clientes novos agora — e está tudo bem.
Perguntas frequentes
Se tenho Instagram, não chega para aparecer no Google?
Aparece quando te procuram pelo nome, e pouco mais. O Google lê mal o Instagram, e as legendas não estão organizadas por tipo de trabalho nem por zona. Para a pesquisa de quem ainda não te conhece, quase sempre ganha um site.
Tenho de escrever muito?
Não. Duas ou três linhas por trabalho, e um parágrafo por página a dizer o que fazes, para quem e onde. O que conta é usar as palavras que os clientes usam, não escrever muito.
Pagar anúncios no Google ajuda?
Os anúncios põem-te no topo enquanto pagas, e saem quando paras. Podem servir para testar ou para uma época forte. Não substituem um site que o Google percebe — e um anúncio que leva a uma página fraca é dinheiro perdido.
Quanto tempo até aparecer?
Pelo teu nome, em poucas semanas. Pelo que fazes e onde, de semanas a meses, conforme a concorrência. O Search Console mostra-te o progresso.