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Domínio, email e Google: o que é teu e o que é emprestado

Muita gente só descobre que o domínio não estava em seu nome no dia em que quer mudar de quem trata do site. Isto é o que vale a pena confirmar hoje, enquanto ainda é fácil.

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Em resumo

  • Teu é o que está em teu nome e consegues levar contigo: o domínio, a conta do email no teu domínio, o Perfil de Empresa no Google e a lista de quem te deixou o email.
  • Emprestado é o que só existe enquanto uma plataforma quiser: os seguidores, o alcance das publicações e um endereço gratuito do tipo nome.wixsite.com.
  • Em cada conta importante, tu és o dono e quem trabalha para ti é gestor — nunca o contrário.
  • Confirma três coisas hoje: em nome de quem está o domínio e quando renova, quem administra o email, e quem é o proprietário principal do Perfil de Empresa no Google.

O mapa, numa tabela

O que é teu, o que é emprestado, e o que confirmar
O quêDe quem éO que confirmar
Domínio (oteunome.pt)Teu, se estiver registado em teu nomeO titular, a data de renovação e quem a paga
Email no teu domínioTeu, se a conta de administrador for tuaQuem é o administrador e em que conta está
Perfil de Empresa no GoogleTeu, se fores o proprietário principalQuem é proprietário e quem é só gestor
Páginas nas redesA conta é tua; o alcance é da plataformaQuem é administrador, e se há mais do que um
SeguidoresDa plataformaSe tens outra forma de lhes chegar (o email)
Endereço gratuito (nome.wixsite.com)Da plataformaSe queres mudar, muda cedo

O domínio: a única morada que é mesmo tua

O domínio é o nome que as pessoas escrevem para te encontrar, e é a base do teu email. Tem duas coisas que convém não confundir: o titular (em nome de quem está registado) e a conta onde se gere (o painel do registador, onde se renova e se muda para onde aponta). As duas devem ser tuas. Quem trata do teu site pode ter acesso; não precisa de ser o dono.

  • O titular: o teu nome ou o da tua empresa (no .pt, com o teu NIF). Não o nome de quem fez o site, nem o da agência.
  • A conta do registador: com um email teu, a que tens acesso hoje.
  • A renovação: automática, ou com alguém responsável e uma data que sabes de cor.
  • O código de transferência: não precisas dele agora, mas tens de saber que to dão quando o pedires.

O email: o endereço é do domínio, a caixa é de uma conta

Um endereço com o teu domínio depois do @ depende dele, mas as mensagens vivem num serviço de email — Google Workspace, Microsoft 365 ou o do alojamento. Quem tem a conta de administrador desse serviço é quem cria e apaga caixas, e quem fica com o arquivo. Se foi outra pessoa que o configurou na conta dela, pede para passares a administrador.

Um Gmail gratuito também é teu e chega perfeitamente para começar. O que não é teu é o endereço: se um dia mudares para o teu domínio, quem te conhece continua a escrever para o antigo durante anos. Por isso, quanto mais tarde mudares, mais custa.

O Google: proprietário, não só gestor

O Perfil de Empresa no Google (o que aparece no mapa e ao lado das pesquisas) tem papéis: o proprietário principal, outros proprietários e gestores. O proprietário principal pode tirar o acesso a toda a gente. Esse lugar é teu. Vês quem está lá nas definições do perfil, em «Pessoas e acesso».

  • Se aparecer como proprietário principal alguém que já não trabalha contigo, pede-lhe que te passe o lugar enquanto ainda responde.
  • Se o perfil foi verificado por alguém que desapareceu, o Google tem um pedido de acesso para estes casos. Funciona, mas demora dias e nem sempre corre à primeira.
  • O mesmo vale para as estatísticas do site (Google Search Console e semelhantes): a conta deve ser tua, ou pelo menos partilhada contigo como proprietário.

As redes: a conta é tua, o público é emprestado

Uma página de Instagram ou de Facebook está em teu nome, mas quem a vê decide-o a plataforma. Há duas coisas que dependem de ti: não ficar com um só administrador (se perdes o acesso, perdes a página) e ter a verificação em dois passos ligada. E há uma que só o site resolve: um sítio onde quem gosta do teu trabalho te deixa o email, para lhe poderes escrever sem pedir licença a ninguém.

Quando alguém trabalha para ti

  • Dá acesso de gestor ou de colaborador, não a tua password. Todas estas plataformas têm esse papel, e é ele que te deixa tirar o acesso num minuto.
  • O email de recuperação de cada conta deve ser teu, não de quem a criou.
  • Quando a colaboração acaba, tira os acessos no mesmo dia. Não por desconfiança: por arrumação.
  • Guarda num sítio só a lista das contas, com o email de cada uma e a data de renovação do domínio.

Perguntas frequentes

Quem trata do meu site não me passa o domínio. O que faço?

Pede por escrito o código de transferência e, se o domínio não estiver em teu nome, a mudança de titular. Se não houver resposta, o registo do domínio (no .pt, a DNS.pt) tem procedimentos para estes casos — começa por lá.

Preciso mesmo de email no meu domínio?

Para começar, não: um Gmail funciona. Ajuda quando escreves a quem ainda não te conhece, e mudar de endereço mais tarde custa mais do que começar já com ele.

As avaliações do Google são minhas?

Estão no teu perfil e ficam lá enquanto o perfil existir — é mais uma razão para o perfil estar em teu nome. Não as levas para outro lado, mas também não as perdes se mudares de site ou de quem o faz.

Ter dois administradores nas redes não é arriscado?

Arriscado é ter um só e perder-lhe o acesso. O segundo pode ser alguém de confiança ou uma segunda conta tua, ambos com verificação em dois passos.

E se quiseres que seja eu a fazer

Ajudo empresas a decidir onde a IA vale mesmo a pena, construo equipas de agentes autónomos e o software à volta disso — aplicações à medida e sites.

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