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O que dizer na página «Sobre mim» quando o teu trabalho é a tua pessoa
Quem procura uma professora, uma fotógrafa ou um terapeuta não está só a comprar um serviço: vai passar tempo contigo. Antes de escrever, quer perceber quem és — e é na página «Sobre mim» que vai procurar.
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Em resumo
- Escreve para quem te vai contratar, não para um júri: começa pelo que fazes por essa pessoa, e só depois pela tua história.
- Uma fotografia tua, recente, a trabalhar ou com cara de quem se pode contactar. Sem ela, o resto vale metade.
- Prova sem currículo: os anos que levas, onde estudaste ou tocaste, com quem trabalhaste — o que ajuda a decidir, não tudo o que fizeste.
- Diz como trabalhas: o que acontece no primeiro contacto, na primeira aula, na primeira sessão. É o que tira o medo.
- Acaba com um passo seguinte: o contacto ou a marcação, ali mesmo.
Quem lê esta página
Alguém que já gostou do teu trabalho e está quase a decidir. Tem uma dúvida que raramente diz em voz alta: «vou sentir-me bem com esta pessoa?». A página «Sobre mim» responde a isso, ou não responde.
Por isso não é o sítio para a lista completa de prémios, nem para três parágrafos sobre a infância. É o sítio para a pessoa te conhecer o suficiente para dar o passo seguinte.
Por que ordem
- Primeiro, o que fazes e para quem, numa frase: «Ensino piano a crianças e adultos, em Leiria e online, há doze anos.»
- Depois, porquê tu: o que te distingue na forma de trabalhar, dito com um exemplo e não com adjectivos. «Os meus alunos tocam uma música de que gostam ao fim do primeiro mês» diz mais do que «aulas dinâmicas e personalizadas».
- A seguir, a tua história, em pouco: como chegaste aqui, o que te move. Duas ou três frases chegam, se forem verdadeiras.
- A prova: formação, onde já expuseste ou tocaste, com quem trabalhaste, e uma ou duas frases de clientes reais.
- Como é trabalhar contigo: o primeiro contacto, a primeira sessão, o que a pessoa tem de levar ou preparar.
- No fim, o contacto ou a marcação.
Primeira pessoa, e a tua voz
Escreve «eu», não «ela» nem «o artista». A terceira pessoa soa a catálogo e põe distância onde queres proximidade. E escreve como falas com um cliente na primeira conversa: se és de poucas palavras, a página pode ser curta; se tens humor, pode lá estar.
A fotografia
- Recente. Quem te conhecer pessoalmente deve reconhecer-te.
- De preferência a trabalhar: ao piano, no ateliê, com a câmara. Mostra quem és e o que fazes ao mesmo tempo.
- Com luz natural e a cara visível. Não precisa de ser de estúdio; precisa de ser tua.
O que deixar de fora
- As frases que todos usam: «apaixonado pelo que faço», «soluções à medida», «excelência». Ninguém se lembra delas, e ocupam o lugar de algo concreto.
- O currículo inteiro. Se alguém o quiser, pode pedi-lo; aqui fica o que ajuda a decidir.
- Detalhes pessoais que não dirias a um cliente na primeira conversa.
- Promessas que não dependem de ti: «vais passar no exame», «vais vender mais».
Quando não precisas
- O teu site é uma só página e já tem, lá dentro, duas ou três frases sobre ti e a tua fotografia. Não precisas de uma página à parte.
- Quem te contrata conhece-te sempre antes, por recomendação ou ao vivo. Aí, a página serve de confirmação e pode ser curta.
Perguntas frequentes
Que tamanho deve ter?
O suficiente para responder a quem és, porquê tu e como é trabalhar contigo. Para a maior parte das pessoas, entre 200 e 400 palavras. Se for mais, divide em partes com títulos.
E se ainda não tenho muita experiência para mostrar?
Mostra o que tens com honestidade: a formação, os primeiros trabalhos, porque começaste. Quem está a começar costuma ter mais tempo e mais cuidado para dar, e isso também se diz.
Posso pedir a outra pessoa que a escreva?
Podes pedir ajuda, mas o texto final tem de soar a ti. Quem te ler e depois te conhecer vai notar a diferença.