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Já tens seguidores no Instagram: o que o teu site tem de ter para os transformar em clientes
O Instagram faz a parte difícil: põe pessoas a gostar do que fazes. O site tem uma só tarefa a seguir — não deixar essas pessoas perderem-se entre o toque no link e a mensagem que te iam mandar.
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Em resumo
- Quem chega do Instagram está no telemóvel, com pressa e já convencido do teu trabalho. Não precisa de ser seduzido outra vez: precisa de saber como avançar.
- O link da bio deve levar a uma página pensada para quem vem de lá, não à página inicial genérica nem a uma lista de dez links.
- Nessa página: o que ofereces, para quem, quanto custa (ou a partir de quanto) e uma forma de te contactar, tudo sem ter de procurar.
- Um só passo seguinte, bem visível: WhatsApp, marcar uma aula experimental, pedir orçamento. Três botões iguais confundem.
- Ao fim de um mês, os toques no link e a pergunta «como chegou até mim?» dizem-te se está a funcionar.
Quem toca no link da bio
Não é um desconhecido. Viu os teus vídeos, gostou de um trabalho, talvez te siga há meses. Está no telemóvel, entre duas coisas, e tem uma pergunta concreta: quanto custa, se há vaga, se vais à zona dele, como se marca.
Se a resposta não estiver à vista em poucos segundos, volta para o Instagram — e o mais provável é não voltar a pensar nisso. Não por falta de interesse, mas porque o caminho tinha um passo a mais.
Para onde aponta o link
- Para uma página feita para quem vem do Instagram, com o essencial logo no topo. Pode ser a página inicial, se for curta e directa; muitas vezes é melhor uma página própria.
- Não para uma lista de links. Cada link a mais é uma escolha a mais, e quem tem de escolher muitas vezes não escolhe nada.
- Se tens uma coisa a acontecer — uma exposição, inscrições abertas, um workshop — o link pode apontar para essa página durante essas semanas. Depois volta à de sempre.
O que tem de estar nessa página
- O que fazes, numa frase, com as palavras dos teus clientes: «Aulas de guitarra para adultos que nunca tocaram», não só «Música».
- Para quem é e onde: a idade, o nível, a zona onde vais ou se é à distância.
- O preço, ou pelo menos «a partir de». É a pergunta que mais gente tem e a que menos gente tem coragem de fazer por mensagem.
- Duas ou três fotografias ou vídeos curtos do teu trabalho. Já viram o feed; aqui chega o melhor.
- O que dizem de ti: duas frases de alunos ou clientes reais, com nome.
- O contacto, à vista, sem ter de descer até ao fim da página.
Um passo seguinte, não cinco
Decide o que queres que a pessoa faça e põe isso num botão grande: «Falar pelo WhatsApp», «Marcar aula experimental», «Pedir orçamento». O resto pode existir mais abaixo, mas o primeiro botão é um só.
- WhatsApp: é onde a maioria já está. Um botão que abre a conversa com uma frase escrita («Olá, vi o teu Instagram e queria saber das aulas») tira o medo da página em branco.
- Marcação: se o teu trabalho funciona por sessões, um calendário onde a pessoa escolhe a hora poupa-te dez mensagens de ida e volta. Há ferramentas gratuitas para isto.
- Formulário: só se precisas mesmo de detalhes antes de responder. E com poucas perguntas — cada campo a mais é gente que desiste.
Como saber se está a resultar
No Instagram profissional, as estatísticas mostram os toques no link da bio. Do teu lado, pergunta a quem te contacta como chegou até ti. Se muitos tocam no link e poucos escrevem, a página está a perder gente pelo caminho: falta o preço, o contacto está escondido ou há passos a mais.
Quando não precisas
- As pessoas já te escrevem por mensagem directa, sem hesitar, e tens o trabalho que queres.
- O que vendes cabe numa mensagem: um preço, um sítio, uma data. Aí, uma boa bio e respostas rápidas chegam.
Perguntas frequentes
Uma ferramenta de «link na bio» não chega?
Para juntar links, chega. Mas é uma lista, não uma resposta: não diz o que fazes, quanto custa nem porquê tu. Se o teu público precisa de saber isso antes de escrever, precisas de uma página tua.
Ponho o preço mesmo que varie?
Põe «a partir de» e o que faz variar. Quem tem um orçamento sabe logo se vale a pena escrever, e tu recebes menos mensagens de quem só queria saber o preço.
Tenho de ter muitos seguidores para isto valer a pena?
Não. Com poucos seguidores, cada um conta mais — e perder metade pelo caminho dói mais.